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Justiça mantém prisão de acusado de estupro ocorrido em agência da Enel no Ceará

Justiça mantém prisão de acusado de estupro ocorrido em agência da Enel no Ceará O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) negou, por unanimidade, o pedido d...

Justiça mantém prisão de acusado de estupro ocorrido em agência da Enel no Ceará
Justiça mantém prisão de acusado de estupro ocorrido em agência da Enel no Ceará (Foto: Reprodução)

Justiça mantém prisão de acusado de estupro ocorrido em agência da Enel no Ceará O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) negou, por unanimidade, o pedido de habeas corpus de um homem acusado de estupro ocorrido dentro de uma agência da Enel Ceará, em Quixadá, e manteve a prisão preventiva. O caso teria acontecido em outubro de 2025, durante o expediente, no ambiente de trabalho da vítima. Siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp Segundo a Justiça, o acusado está preso desde 18 de outubro de 2025. A defesa alegava falta de fundamentação para a prisão, possibilidade de aplicação de medidas cautelares e excesso de prazo na condução do processo. Ao analisar o pedido, os desembargadores entenderam que a prisão preventiva está fundamentada em elementos concretos. O tribunal destacou que o crime teria sido cometido com uso de força física, intimidação e escolha prévia de um local sem câmeras, o que indicaria "premeditação, audácia e periculosidade" do acusado. Para os juízes, esses fatores representam risco à ordem pública e à instrução criminal, principalmente pela possibilidade de intimidação da vítima e de testemunhas. Por isso, medidas cautelares alternativas foram consideradas insuficientes. A decisão também reforça que condições pessoais favoráveis, como primariedade e residência fixa, não afastam a necessidade da prisão preventiva quando há risco concreto. Posicionamento da Enel Em nota, a Enel Ceará afirmou que repudia qualquer ato de assédio ou violência contra a mulher. A empresa informou que afastou imediatamente o profissional envolvido após tomar conhecimento do caso e que ele foi posteriormente demitido. A companhia também declarou que colabora com as investigações e acompanha a situação junto à empresa parceira responsável pelo suporte à colaboradora. Além disso, destacou iniciativas internas de prevenção e conscientização sobre violência contra a mulher, incluindo parceria com o Instituto Banco Vermelho. Decisão Com a decisão, a prisão preventiva segue mantida. O tribunal reafirmou o entendimento de que a medida é válida quando há elementos concretos que indiquem a gravidade do crime e a periculosidade do agente, além de risco à investigação e à aplicação da lei penal. Tribunal Regional da Justiça no Ceará Natinho Rodrigues/SVM Assista aos vídeos mais vistos do Ceará: